No início desse mês de abril nosso país foi surpreendido por uma tragédia até então inédita na nossa Nação – o assassinato a sangue frio na Escola do Rio de Janeiro. Pois bem, eu, na condição de educadora, não posso deixar de comentar o fato, como não posso fazê-lo enquanto cidadã. Passionalmente e inicialmente elegemos o atirador como o grande “bandido e culpado” de tudo isso, mas não podemos nos esquecer de que toda essa tragédia foi a conseqüência de uma situação e não a causa. Os educadores que estão diariamente em sala de aula sabem do que eu estou falando – da violência que vem invadindo escolas e tornando os alunos agressivos e “bombas” em potenciais. O atirador tinha um histórico de bulling, e professor nenhum pode negar que essas situações acontecem em sala de aula e que muitas vezes não se tem o que fazer, pois os educadores ficam de mãos amarradas e sem preparo para trabalhar com essas situações. Com isso, tudo nossas salas de aulas muitas vezes tornam-se cenários de “terror” para algumas vítimas e inclusive para os educadores.
O bulling não existe só nas escolas claro, está presente em toda a sociedade, mas é no espaço escolar que o problema causa maiores estragos, pois é nesta época da vida que nossas crianças e adolescentes estão formando suas personalidades e em razão de situações de humilhação é que muitos acabam desenvolvendo “doenças, traumas” que podem gerar tragédias como essa que presenciamos.
Claro que isso tudo não justifica o que aconteceu, mas talvez explique e não deixa a situação pairando no ar como um fato isolado, uma situação desligada de todo um contexto. O que não podemos é julgar esse fato isoladamente sem entender tudo o que causou essa tragédia, seria simplificar o fato e não buscar soluções que evitem novos casos como estes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário